Quando Guilherme toca violão

Em cada gesto de seu ato 
invoca o caos à dança.

Este mais que pronto
à postos se coloca. 
E nas cachoeiras melífluas que esvaem de seus dedos,rodopiam e ensaiamos passos, o puro fluxo. 
Faz do som do violão, esses sólidos geométricos, perfeitas e oblongas ondas. 
Não, certamente você não toca por que é "O" artista. 
Mas sim porque sabe ser essa "A" função a ser desempenhada. 
Uma necessidade. 
De desembolar o caos e colocá-lo pra dançarem perfeitas vibrações que atravessam os corpos presentes. 

Isso então expande,
e a terra mais uma vez respira.

simples. 


Publicado em  22 de maio de 2015 no FB

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