Até o momento retratado nessa foto pintura, eu tinha noção de algumas coisas. Mas eram fugidias, moravam num canto distante da intuição. Vinham às vezes em sonhos, outras em fragmentos dispersos quando estava em desaviso. Não que fosse uma desvairada, sem noção. Muito pelo contrário inclusive. Se não tivesse me despedaçado e me costurado e me reconstruído novamente e novamente e novamente, jamais essa foto se daria. Fato é que após essa cena, TUDO e todas essas micro informações tão importantes, mas tão facilmente ignoráveis, passaram a fazer um sentido absurdo e agora me encontro em situação tal que não entendo direito quais os sentidos que tomava para a vida antes, a não ser me preparar para estar agora nesse exato instante vivendo essa sucessão incessante de AGORAS ao seu lado. Aos seus olhos, com seu abraço tão firmamento, suas mãos tão grandes e seguras e toda essa estrada repleta de porvir e potências! AGORA E AGORA E AGORA E TAMBÉM AGORA. AGORA NESSE SEMPRE AGORA...
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