Ao avesso um verso I

Imagem: Andres Serrano
Revirei-me ao avesso e
agora sou entranha tripa
sangue e carne
O vento me fere chicote
Quiçá no amanhã com sua anestesia de aurora
melhore e volte dessa imersão
Quiçá não

Comentários

Sra. Prozac disse…
E aqui estou eu!

Essas duas poesias me fizeram lembrar de Augusto dos Anjos.

Claro, ADOREI!

Eu também escrevo algumas coisas, ora melancólicas demais, ora eróticas ou pseudo eróticas, enfim...

Ah! Sou a Penélope (a menina do esofago)... =)

Beijos
Anônimo disse…
anestesia de aurora

sensacional!

vou pedir desta ao meu dentista

beijos beijos beijos