Aquele ser estranho agora lhe entalava a garganta.
Ela o engolira
E ele teria que engoli-la.
Mas se encontrava em suas vias respiratórias entupindo-lhe,
Adentrando tal qual denso grude de pipa de fim de semana
Sua companhia já nada dizia
A não ser o incômodo engendrado
Por sua presença asco.
Queria se livrar, mas como cachorro doente se perdia no engasgo.
Parou de beber leite, rolava a língua
E inventava onomatopéias
Nada
Senão o implacável e doloroso tempo.
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Pigarro
Engasgo
Asco
Cuspo
Catarro
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