Jogo das Vítimas # 1

Per vetia  Joana! pescou-me num bar.
Encarcerado na solidão há tanto
revesti-me em pálida nudez por ela.
Enlevou-me aos céus no tilintar de suas pulseiras,
com olhar puro abriu uma a uma minhas guardas.
Cristã promessa de paraíso renunciei da serpente as dúvidas e mergulhei em seu  fel.

Perversa Joana de si nunca saíra para me ouvir.
Nunca em mim entrou.
Holograma projetava-se às minhas vistas.
Monka mulher gorila.
-Ofereci o tido e o sonhado aos seus pés,
Construí e exaltei a ela reinos em névoas!

A sinceridade de suas palavras contraste aos atos me encantavam.
Não jogava o cordeiro - atuava o bode negro sem titubeio
Assumia desde  pescaria, que a usar-me estava.
Que em benefício próprio de mim se apropriara.
Gota por gota enlaçou-me com seus enormes chifres - diaba mulher.
E cativo me tornei pequeno ao seu lado.

Bordado em mar de teias me debatia
Queria mais! Queria todos os dias!
Per vertere, vertera cada gole de meu vinho,
Gorda travessa! me largou na encruza: pó de travessia.

Comentários

Anônimo disse…
Delirante estado do demasiadamente humano...........somos marionetes no jogo da vida?????????????
Claudia Vanucci
sindrominha disse…
Oi
Adorei o seu texto, convido a que conheça o meu blog de textos, obrigado!!
Anônimo disse…
Gostei!
...o anseio é de cravar os dentes na pele do teu texto.
Luis Fernando disse…
Gostei do jeito com que você, vestida apenas com batom e maquiagem, caminha sobre cacos de espelho.

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