Palavra Ebó

Fimda Odisséia
Cornucópia de sentidos
ou a destituição do cargo: Ulisses


O que nele evoluíra foram os pelos apequenados e a massa corpórea avolumada.
as idéias estanques iam num mesmo inerte contínuo de há tantos idos.

Seus membros trêmulos em frêmitos ansiavam afago que realizado
em pura tensa gratidão num sorriso doído se conformavam.

Neste ínterim pari na dureza própria mudança de casca.
Grito surdo
embaçada queratina por nove anos(en) ge(nd)rada.

Entre soluços alívios maremotos vislumbrei-a a fio.

Chorei uma madrugada sem tempo por não reconhecer minha face
e ao destituí-lo do cargo Ulisses,
joguei no lago meu coração de pedra.

Ao engodo um brinde Red Label
expiação em chamas na fogueira de São Jõao.

recitei em silêncio Kaddisch
e saudei nosso passado inglório.

Que permaneça o dourado em nossas peles e o argento ao topo,
estes sim foram fiéis aos poros.

No mais o respeito ao transgredido templo de sorrisos canções e estandartes ao léo.

Casa erguida pelos telhados
evaporou na brisa morna...

O andar novo está mais calmo

Comentários

Arley Bequadro disse…
é o tempo passando pela janela das almas. Basta olhar.

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Sempre visito aqui, ansioso por mais palavras.
Gabriel Caram disse…
tua odisséia finda após nove anos em quimera.
a minha estava prestes a começar.
para ulysses uma jornada começa onde outra termina.cheio de solavancos descuidados pelo caminho.
mas sei que vim para vencer o passado,vencer os gregos,os troianos.voar a odisséia para longe.
transgredir as linhas pelas sensações a minha jornada.
existe um novo caminho aberto para guerreiros.
e haja metaforas...
Anônimo disse…
este escrito remete-lhe ao amor bandido de tempos idos? aquele que tambem ido tanto apos volta e não esquece?

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