Hannah - Dimitri
-Cala a boca homem! -Tire a roupa mulher!
"(...)Se o pé lhe massageio ou chupo o pau,
reflito que tal sorte a calhar vinha
pra quem não foi poeta em alto grau."
Mattoso, Glauco. Soneto Compenetrado.
in:http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=2072
Dimitri me feria com não atitudes no presente.
No passado, sua atitude era a de ordenar que me despisse.
E ordenar meus lábios com sua língua abrangente,
E ordenar meus seios com cara de menino perdido no achado.
Minha atitude era a de mandar-lhe calar a boca.
Na incapacidade de nele adentrar mundo, senti-lo ao fundo e mergulhar em sua tristeza ampla, oferecia minha boca cereja e meu corpo quente para que em braile concordássemos nossos arrepios e calores.
Calava-lhe a boca na minha.
Dimitri era úmido e de uma tristeza amarga que balançava prumo.
Seu beijo delícia me fazia transbordar elétrica.
De início me agradava o beijo, a pegada, as ponderações sobre o doído de ser e um indizível que nem sei.
Mas eram apenas frestas.
Depois fui me acidifiquei corroída, e cítrica me afeiçoei febril àquele ser agora desconcertante.
Liberta me entreguei lilás, aérea, quente
e de alma leve(ana)
Em tarde rósea coberta pelo branco do teto mirante.
Neste cinza dia fatídico, Dimitri fechado muito mais amargo era,
Cerrado contínuo que estava.
Descortinou-me e fodeu-me inteira: corpo, grãos, alma...
Pré senti o desfecho:
Diáfana fechei a cortina
No grito mandei embora os pássaros, o vinho, o sorriso e o lirismo .
-Até um dia. Disse cinza.
Pela rua a fora desembestei nua.
A ocultar-me tão alva só o vermelho
das bochechas saltos e unhas .
"(...)Se o pé lhe massageio ou chupo o pau,
reflito que tal sorte a calhar vinha
pra quem não foi poeta em alto grau."
Mattoso, Glauco. Soneto Compenetrado.
in:http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=2072
Dimitri me feria com não atitudes no presente.
No passado, sua atitude era a de ordenar que me despisse.
E ordenar meus lábios com sua língua abrangente,
E ordenar meus seios com cara de menino perdido no achado.
Minha atitude era a de mandar-lhe calar a boca.
Na incapacidade de nele adentrar mundo, senti-lo ao fundo e mergulhar em sua tristeza ampla, oferecia minha boca cereja e meu corpo quente para que em braile concordássemos nossos arrepios e calores.
Calava-lhe a boca na minha.
Dimitri era úmido e de uma tristeza amarga que balançava prumo.
Seu beijo delícia me fazia transbordar elétrica.
De início me agradava o beijo, a pegada, as ponderações sobre o doído de ser e um indizível que nem sei.
Mas eram apenas frestas.
Depois fui me acidifiquei corroída, e cítrica me afeiçoei febril àquele ser agora desconcertante.
Liberta me entreguei lilás, aérea, quente
e de alma leve(ana)
Em tarde rósea coberta pelo branco do teto mirante.
Neste cinza dia fatídico, Dimitri fechado muito mais amargo era,
Cerrado contínuo que estava.
Descortinou-me e fodeu-me inteira: corpo, grãos, alma...
Pré senti o desfecho:
Diáfana fechei a cortina
No grito mandei embora os pássaros, o vinho, o sorriso e o lirismo .
-Até um dia. Disse cinza.
Pela rua a fora desembestei nua.
A ocultar-me tão alva só o vermelho
das bochechas saltos e unhas .
Comentários
A alegria que eu tinha nunca mais
Depois daquele dia em que eu fui sabedor
Que o homem que eu mais amava
Nunca me teve amor
Hoje ele pensa que estou apaixonada
Mas é mentira está dando o golpe errado
Agora estou resolvida
A não amar a mais ninguém
Porque sem ser amada não convém
Deixo isto para quando for cantar Schubert e tal