na descida da montanha

Prólogo 1:

ao descer da montanha

Prólogo 2:

João era um Menino-sol com frio.
Já Maria da lua. Que para se proteger, no frio se instaurara...
(Ai... Gelo... Gelo! Neve! Pingüins e ursos polares...)!
E olhava pra lua buscando certa cumplicidade,
(numa situação como aquela, só mesmo a lua para entendê-la)...
Mas a lua nada dizia, só rria.

E João provocava (estava com frio!)...
Ajeitava gravetos, sorria bonito, falava palavras quentes e soprava... fuuuu

Fazendo com que o gelo de Maria tão fria, de graveto em graveto, mais que fogo queimasse...
E queimou
De dentro pra fora, Maria derreteu, liquidificou, ferveu.
Evaporou e nas brumas disse: adeus.

Quando se despediram,
João estava cansado (muito soprara!)...
Maria sôfrega Só fogo era...
E o sol a pino...
Na noite estrelada.

Mas e o chocolate branco?

Corpo de Maria pra João.
Profana comunhão.

Comentários

Vitor Freire disse…
Suas palavras foram extremamente pertinentes. Em momento de desvão, desvio... destino? dor-amor-desamor. saudade das coisas que ainda precisam ser feitas como aquela de lavras novas. palavras novas.


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