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E naquele tremular dos pneus roçando a estrada de terra,
sentia-se extremadamente desconfortável sob a pressão de seus pensares e sentires.
Abriu a janela e numa satisfação canina deixou tudo o mais ser levado pelo vento,
e agora era invadida somente pela sensação passageira da brisa e do calor solar que a animava.
-De que valia se martirizar ou até mesmo intentar em catar atributos em algo tão raso e infundado?
Toda uma vida embaçou seu olhar, e esta vida já não dizia nada, vida esta por ela nunca sonhada.
Vivia se agarrando em migalhas para sobreviver em meio àquele deserto de relação, onde sua presença inaugural se esvaia num gotejar constante de torneira mal remendada, restando somente uma inevitável e segura invisibilidade.
Melhor era largar mão de todo este flagelo, colocar para fora a língua e sentir o gosto do dia.
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